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Vodafone Mexefest: Reportagem 1º dia – 27 de novembro

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Vodafone Mexefest: Reportagem 1º dia – 27 de novembro

Por Isabel Vermelho e Margarida Costa

Teve lugar este fim-de-semana o Vodafone Mexefest, o festival de inverno que enche e aquece a Avenida de Liberdade de vida, mesmo com todo o frio disfarçado pelos cachecóis distribuídos para o efeito.

Assim como a edição passada, esta esgotou os bilhetes, tendo tido como grandes nomes Benjamin Clementine e Patrick Watson.

Como é um festival que exige andarmos sempre de um lado para um outro, ainda que com a ajuda de Vodafone Shuttles, é impossível ver todos os concertos, ou metade. Há que selecionar, ou pelo menos, ir pelo que a intuição nos diz, se não conhecermos minimamente o artista. E foi assim, com pessoas a apanhar um “bocadinho” dali e um “bocadinho” de acolá, que se desfrutou do festival que não deixa adormecer a Avenida da Liberdade.

E a nossa noite começou na Sociedade de Geografia, com o concerto de Tó Trips, que nos trouxe o seu «Guitarra Makaka: Danças a Um Deus Desconhecido». Perante uma plateia completa, Tó Trips, acompanhado por uma bateria, encantou o público com melodias que só nos deixaram com pena por não haver espaço para dançar.

Após o concerto de Tó Trips demos um salto até ao Tanque, antiga piscina do Ateneu Comercial de Lisboa, agora convertida em sala de espectáculos. Deparámo-nos com uma sala quase vazia, mas que começou a encher quando os brasileiros Mahmundi subiram ao palco para nos apresentar a sua música electrónica que nos faz lembrar os anos oitenta do século passado. Com um concerto de cinquenta minutos, o trio deixou-nos a dançar e com a sensação de que tínhamos viajado no tempo.

Já ao fim da noite, dirigimo-nos ao Teatro Tivoli BBVA, para assistir ao concerto de Ducktails, projeto do guitarrista Matt Mondanile, que apesar de às vezes atuar a solo, atuou com uma banda. Sempre divertidos e felizes por estarem ali, deram um concerto de carácter pop e psicadélico, adequado ao sítio onde estávamos. O baixista disse mesmo que a plateia era das maiores que já presenciou, sendo que o Teatro se encontrava com lotação esgotada para os ver.

Para acabar a noite em grande, fomos até ao Coliseu dos Recreios de Vodafone Shuttle, para ver um dos nomes mais esperados pelo público: Benjamin Clementine, o londrino com uma capacidade vocal única que, como não podia deixar de ser, foi descalço, e acompanhado pelo habitual piano. O concerto foi marcado por momentos únicos e inesquecíveis, e o público não ficou indiferente a isso, chegando a bater os pés para homenagear o cantor e chamando-o, assim, efusivamente, novamente ao palco. O cantor, que já foi sem-abrigo, já tinha estado no Super Bock Super Rock este ano, para além de ter andado a fazer uma mini tour portuguesa, antes e após festival.

A plateia ficou rendida a Clementine, que cantou e encantou, de uma forma inigualável, como só ele sabe fazer. Podemos dizer que houve momentos que marcaram, mas de uma maneira geral, todas as músicas foram emocionantes, sentidas, e tocantes. Ninguém parecia ficar indiferente à magia, transmitida do palco para a plateia, com um olhar que nos fitava de forma profunda e sentida. Foi com “At Least For Now”, e na companhia de um baterista de louvar, que o cantor fez lotar o Coliseu dos Recreios, que ficou surpreendido e envolvido nas canções, nas melodias, e nos olhares de apreço. Foi daqueles concertos que podemos entrar sem saber o que esperar, mas sair rendido, seja de que forma for.

Foi assim, com um concerto belo e comovente, que o primeiro dia do Vodafone Mexefest acabou.


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