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Capitão Fausto no Lux: À conquista do espaço

capitao fausto
©Nádia Dias para o MYWAY

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Capitão Fausto no Lux: À conquista do espaço

Ainda não eram 21h30 e já era longa a fila de espera para entrar no Lux para um concerto completamente esgotado dos Capitão Fausto. A banda editou o psicadélico «Pesar o Sol» que os confirmou como uma das melhores bandas nacionais. Não é, portanto, de espantar que o concerto tenha sido vitorioso, recebido por pessoas que rapidamente esqueceram o frio da espera e se entregaram em euforia. Se 2014 for o ano em que o psicadelismo vai ser o novo preto, resta esperar que todos o saibam vestir tão bem quanto eles.
Com este segundo álbum, o rock dos Capitão Fausto ganhou espaço, em todas as suas dimensões. O ritmo ofegante a que «Gazela» corria ganha tempo e fôlego psicadélico em canções espaciais. Roubamos a expressão aos Spiritualized para explicar o que canções como «Tui», ou «Flores do Mal» transmitem: «Senhoras e senhores, estamos a flutuar no espaço». É isso, é por lá que andam agora os Capitão Fausto e foi por lá que derivaram quando passam de «Santa Ana», do anterior «Gazela» para a nova «Maneiras Más», o brilhante segundo single do novo disco. Confirmamos aí, já a chegar à recta final do concerto, que confirmamos que as novas canções são como irmãs mais velhas das primeiras. «Febre» e «Sobremesa» também por lá passaram, e geraram êxtase.
Mas não se enganem: O facto de os Capitão Fausto entrarem em órbita e perderem imediatismo, não fez com que os concertos da banda perdessem a energia que sempre tiveram. À segunda canção, «Nunca Faço nem Metade» já o vocalista Tomás Wallenstein fazia «crowd surfing», atitude repetida e imitada várias vezes na plateia, e «A Célebre Batalha de Formariz», provocou motim e só não gerou guerra por estar toda a gente do mesmo lado.

O concerto, que segundo a própria banda tinha «Bond» como tema (as setlists dos músicos tinham imagens do agente de sua majestade), fechou com «Lameira», sentida do lado de cá entre solos de «air teclados» a imitar a magia que saía das mãos de Francisco Ferreira. O vocalista Tomás Wallenstein disse, antes da canção, que «Todos somos Lameira». Não sabemos bem o que isso quer dizer, mas estamos certos que toda a gente o foi.
«Para viajar basta existir», dizia Fernando Pessoa, e repetem os Capitão Fausto em «Tui». A frase pode muito bem servir de mote à música da banda, porque foi isso mesmo, uma viagem, o concerto de lançamento de «Pesar o Sol» em Lisboa. Foi Lisboa, podia ter sido Pompeia.


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