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iá: Fomos conhecer o estúdio de Fred Ferreira e Bernardo Barata

©Miguel Machado

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iá: Fomos conhecer o estúdio de Fred Ferreira e Bernardo Barata

Em Setembro passado, Fred Ferreira (Orelha Negra, Buraka Som Sistema, entre outros) e Bernardo Barata (Diabo Na Cruz, Real Combo Lisbonense, Feromona) abriram «iá». O que é «iá»? É um estúdio, mas eles garantem que é mais do que isso e explicam porquê, sempre com o brilhozinho nos olhos de quem tem orgulho na obra feita.

Chegamos aos estúdios para falar com os donos, e é «só» o músico brasileiro Marcelo Camelo (ex-Los Hermanos) quem nos abre a porta. A sua presença não é coincidência, e Fred explica a importância do músico no nascimento do projecto: «Está cá o padrinho sentimental do estúdio, por assim dizer, que é o Marcelo. Eu estava com o Marcelo no Inverno, a produzir o disco de um cantor brasileiro, que é o Wado (que também estava presente) e estávamos à procura de um estúdio», contou Fred, antes de explicar a ligação a Bernardo Barata: «Eu já conhecia o Bernardo, porque ele tocava nas bandas de umas pessoas que eu já conhecia, tínhamo-nos cruzado na estrada e eu lembrei-me que ele tinha um estúdio que toda a gente falava bem na casa dele. Eu liguei-lhe para irmos pra lá para casa dele fazermos o que precisávamos. Fomos para lá uma semana fazer o disco do Wado, e na altura eu tava à procura de um sítio, o Bernardo também. Ele já tinha visto este espaço, a partir daí trocámos umas ideias, falámos os dois e em cinco minutos decidimos que íamos ficar com isto e arranjámos o nosso espaço, que abriu em Setembro só». A experiência, essa, está a ser «espectacular», diz.

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Questionados sobre o novo papel de patrões, Bernardo e Fred recusam a ideia de um patrão tradicional: «Nós somos um bocadinho os responsáveis por um espaço que é nosso e de todos os que tão cá, É isso mesmo, ainda não houve assim participações em discos uns dos outros fruto de uma conversa de corredor, mas quase. Isso é uma das coisas que estamos mais contentes com o espaço, é que o ambiente é completamente propício à criatividade e isso nota-se a toda a hora», diz Bernardo Barata.

Nos corredores, cruzámo-nos com Carlão (ou Carlos Nobre, ou Pacman, ex-Da Weasel), Diego Armés, MoMo, ou Regula, a braços (literalmente) com uma porta para o seu novo estúdio, e vimos chegar Blaya, a tempo de ser apresentada a Marcelo Camelo. É esse clima de troca de ideias e colaborações mais ou menos inesperadas que Fred e Bernardo querem fomentar, mesmo que não seja sempre de música que se trata. Fred explica: «Além do estúdio temos umas salas que alugamos para o pessoal vir cá trabalhar durante o dia e que são independentes. O Carlão está numa sala, o Regula vem pra cá com o Samuel (Sam The Kid) pra outra, tivemos o Ben Monteiro com o Diogo (Piçarra) noutra sala durante três meses. No fundo isto é quase uma comunidade que também tem uma parte de estúdio em que podes estar a gravar um disco se quiseres, mas se quiseres estar aqui numa sala com uma viola e fazer o teu vídeo numa sala sem que ninguém te chateie, mas também te vais cruzando com outro pessoal ligado à música ou à fotografia, tu vês muito esses encontros aqui. Tens por exemplo, o Diogo Piçarra, que é o rapaz que ganhou o Ídolos, que estava aqui a fazer o disco dele, mas de repente vem beber um chá e estava aqui o Sam The Kid, com o Bernardo à conversa».

O ambiente que sentimos é de cumplicidade, mas «iá» não é só para amigos: «Tem vindo cá parar algumas pessoas através de amigos, que não são necessariamente nossos amigos, mas que se tornam e que vêm para cá gravar partes de discos ou que precisam de ajuda. Tem sido um bocadinho mais de boca a boca, naturalmente, mas não é só para amigos».

No final, perguntamos se a nova aventura já afectou os projectos de cada um. Barata explica que tem a certeza que vai afectar, e Fred, que já tinha dito que houve dias em que não conseguiu dormir com o entusiasmo, é directo: «Eu sou uma pessoa diferente».
Entusiasmo assim, pega-se a quem o ouve, e por isso ficamos com a certeza que há muito por onde crescer com este «iá». Venham mais cinco.

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