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Rui Maria Pêgo fala sobre o caso de violência em Coimbra

Rui Maria Pêgo
Foto: Rui Maria Pêgo - Instagram @ruimariapego

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Rui Maria Pêgo fala sobre o caso de violência em Coimbra

Em crítica ao episódio que aconteceu recentemente em Coimbra, relativo à violência praticada em pleno Centro Comercial a um casal gay, Rui Maria Pêgo fala sobre a homofobia ainda muito presente na nossa sociedade.

É num texto publicado no Observador que Rui Maria Pêgo aborda o tema da homossexualidade, referindo assuntos como: a Pride, a violência em Coimbra e a importância de sermos visíveis.

Chocado com o episódio que se sucedeu recentemente na cidade de Coimbra, o filho de Júlia Pinheiro vem-nos falar sobre a urgência de aceitar o outro e de acabar com a violência: “cabe a todos, LGBTQI+ ou não, a defesa e celebração da máxima “Eu sou tu.” Porque somos todos iguais, não só na teoria, mas na prática”.

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“Deus nos livre da proximidade com alguém do mesmo sexo suscitar alguma expansão existencial enquanto um pisca brilha para indicar que vamos para a esquerda quando, se calhar, até gostávamos de ir para a direita”, começa assim o texto do locutor de rádio que tenta transmitir a mensagem que jamais deveremos deixar de ser aquilo que somos com medo do que a sociedade poderá vir a dizer ou a fazer relativamente a isso.

Rui Maria Pêgo vem desmentir e provar de que forma está incorreta a conversa, que se começa a tornar recorrente, de que a homofobia já não existe, dando como exemplo um dos casos que aconteceu recentemente com um casal homossexual: “No passado fim-de-semana, em Coimbra, dois namorados deram um beijo na boca num centro comercial. A punchline não envolve uma tuna ou um exame de anatomia passado com distinção. Inserir gargalhadas e normalidade. A punchline chegou com um alicate na cabeça de um deles, danos físicos visíveis e horríveis nos dois e o reafirmar de medos antigos nos alvos deste crime de ódio e em todos aqueles que sabem que a homofobia, a transfobia, e a violência são realidades que estão ao virar da esquina. Ou dentro de casa”.

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Geplaatst door Duarte Duarte op Zaterdag 14 juli 2018

É com estes atos de violência que Rui Pêgo diz continuar a ser necessária a celebração deste movimento, pois ainda existe muito por fazer: “Porque ainda há alicates que voam na direção de seres humanos. Porque fomos educados para a vergonha. E, honestamente, porque se há quem saiba fazer uma festa… É a comunidade LGBTQI+. Purpurinas? Música? Alegria? Fazemos disso arte há séculos para suplantar as guilhotinas, as fogueiras e a repressão”.

É por ainda ser alvo de críticas e de humilhações que o jovem pretende continuar a lutar pelos seus direitos de igualdade e mostrar que não é a sua orientação sexual que o torna diferente de qualquer outra pessoa: “Se se pactuar com o silêncio, mais força se dá ao argumento “Homossexuais? Não aceito, mas tolero”. “Ele não era uma pessoa, era uma…Coisa”. “Onde é que já se viu duas mulheres a ter filhos?” “Eu respeito muito as OPÇÕES dos outros”. Já ouvi dezenas de vezes frases dentro desta tipologia. Algumas até já vieram na minha direção. A última vez? Rock in Rio, 18h55, umas meias cor-de-rosa com camelos provocaram a ira de um homem. Percebo. Também não consigo confiar em camelos”.

Como já esperava comentários de ódio a esta sua publicação, Rui Maria Pêgo antecipou-se e escreveu no mesmo artigo: “Preconizo a fúria e os versos copiados da bíblia.com.br porque há ainda demasiada gente que gostava de agarrar o amigo na mota sem ter medo de gostar. Que inferno, isso, não é? Ter medo de um semáforo”.

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